Ortopedia e Traumatologia
O que faz um ortopedista: doenças tratadas, exames e quando procurar
O ortopedista é o médico que cuida dos ossos, das articulações, dos músculos, dos tendões, dos ligamentos e da coluna....
Saber quando procurar ginecologista significa conhecer três momentos: a primeira consulta, que pode ocorrer por volta dos 10 anos; as consultas de rotina, que seguem a vida toda; e as consultas extras, motivadas por sintomas como sangramento fora do ciclo, dor pélvica ou corrimento diferente do habitual.
Muitas mulheres adiam esse cuidado. Segundo a análise da Pesquisa Nacional de Saúde publicada na Revista de Saúde Pública, 81,3% das mulheres de 25 a 64 anos fizeram o Papanicolau nos últimos três anos em 2019, mas 6,1% nunca o fizeram, e o principal motivo para não fazer foi achá-lo desnecessário, em 45% dos casos.
A primeira consulta pode acontecer por volta dos 10 anos, antes da primeira menstruação, segundo uma integrante da comissão de ginecologia da infância e adolescência da Febrasgo, em entrevista à CNN Brasil, de 2025. Nessa fase, a consulta é uma conversa de orientação, e o exame invasivo e o Papanicolau normalmente ficam de fora.
| Momento da vida | Quando procurar |
|---|---|
| Por volta dos 10 anos | Primeira consulta, de conversa, orientação e vacinas |
| Início da vida sexual | Contracepção, prevenção de infecções e vacina contra o HPV |
| De 25 a 64 anos | Exame preventivo do colo do útero, no ritmo que o médico indicar |
| A partir dos 40 anos | Conversa sobre a mamografia |
| Antes de engravidar | Consulta pré-concepcional |
| Perto da menopausa | Acompanhamento dos sintomas e da saúde dos ossos e do coração |
Até essa fase, o pediatra acompanha o crescimento e pode indicar o momento da primeira consulta. Além disso, a consulta é uma boa hora para conferir as vacinas, principalmente a do HPV.
Para decidir quando procurar ginecologista na rotina, muitas mulheres fazem uma consulta por ano, e o médico ajusta esse ritmo ao risco de cada uma. Quem tem sintomas, doenças crônicas ou histórico familiar de câncer pode precisar de consultas mais frequentes. Já o Papanicolau segue um calendário próprio, definido pelo Ministério da Saúde.
No SUS, a mulher de 25 a 64 anos que já teve vida sexual faz o exame preventivo uma vez por ano durante dois anos e, se os dois resultados forem normais, passa a repeti-lo a cada três anos. Com a chegada gradual do teste de DNA-HPV, o intervalo pode chegar a cinco anos em caso de resultado negativo.
Alguns sintomas pedem consulta fora da rotina, mesmo quando parecem leves. O mais importante é não esperar a próxima data: sangramento fora do ciclo, dor pélvica, corrimento diferente do habitual e nódulo na mama justificam uma consulta, porque o diagnóstico precoce simplifica o tratamento.
| Sinal | O que fazer |
|---|---|
| Atraso menstrual com dor pélvica ou sangramento | Procurar atendimento no mesmo dia |
| Dor súbita e intensa, tontura ou desmaio | Ir à emergência ou ligar para o SAMU (192) |
| Corrimento, coceira, ardência ou cólica forte | Marcar consulta em poucos dias |
| Sem sintomas | Manter a consulta de rotina |
Na gravidez, procure o ginecologista assim que o teste der positivo, de preferência antes da 12ª semana. Segundo o Ministério da Saúde, o pré-natal inclui pelo menos sete consultas, alternadas entre medicina e enfermagem. Na menopausa, a consulta ajuda a tratar sintomas como ondas de calor e ressecamento vaginal.
O sangramento depois da menopausa merece atenção especial. Qualquer sangramento 12 meses ou mais depois da última menstruação nunca é normal e exige avaliação, porque o médico precisa descartar o câncer de endométrio. O mesmo vale para quem pensa em engravidar: a consulta antes da gestação permite ajustar vacinas, doenças crônicas e hábitos.
Alguns sinais não esperam consulta marcada. Dor súbita e intensa na barriga, sangramento muito volumoso, tontura, desmaio, febre com dor pélvica e dor forte na gravidez exigem atendimento imediato no pronto-socorro ou pelo SAMU, no 192. Nesses casos, a avaliação rápida pode evitar complicações graves.
Em idade fértil, atraso menstrual com dor pélvica ou sangramento pode indicar gravidez fora do útero, uma emergência que o médico precisa descartar. Já a gestante deve procurar a maternidade diante de sangramento, perda de líquido ou redução dos movimentos do bebê.
Na consulta de rotina, o ginecologista conversa sobre o ciclo, a vida sexual e a história da família, examina as mamas e a região genital e pede os exames conforme a idade e o risco. Entre eles estão o Papanicolau, a mamografia, o ultrassom e os testes para infecções sexualmente transmissíveis.
A ultrassonografia pélvica entra quando há dor, sangramento ou suspeita de alteração no útero e nos ovários, e os exames de sangue podem ser feitos em serviços de exames especializados. O médico não pede todos os exames para todas as mulheres: cada um depende de uma indicação.
O melhor momento é antes do problema: quando a mulher entra na adolescência, começa a vida sexual, quer engravidar ou se aproxima da menopausa. Para encontrar um profissional, consulte os ginecologistas cadastrados na plataforma MedGuias e veja opções de atendimento presencial e por telemedicina em diferentes cidades do Brasil.
Quem nunca fez o exame preventivo, ou fez há mais de três anos, também deve agendar. Na dúvida sobre quando procurar ginecologista, a regra mais segura é não esperar o sintoma, porque isso costuma significar chegar mais tarde, e muitas doenças ginecológicas, como o câncer do colo do útero, não dão sinais nas fases iniciais.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por profissional habilitado.
Por volta dos 10 anos, antes da primeira menstruação, segundo uma especialista da Febrasgo, em entrevista de 2025. A primeira consulta é de conversa e orientação, e o médico não faz exame invasivo.
Sim. Muitas doenças, como o câncer do colo do útero, não dão sinais nas fases iniciais. A consulta de rotina e os exames preventivos permitem descobrir o problema cedo.
Em geral, não. O rastreamento do colo do útero vale para mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram vida sexual. Ela pode ir ao ginecologista por outros motivos, como cólica, ciclo irregular ou dúvidas.
Sim. O acompanhamento continua importante para o exame preventivo, as mamas, o ressecamento vaginal e a investigação de qualquer sangramento.