Especialidades médicas
Exames hormonais femininos: quais são, quando fazer e como interpretar
Os exames hormonais femininos medem no sangue hormônios como FSH, LH, estradiol, progesterona, prolactina, TSH e...
A ginecologia na gravidez é o acompanhamento que o ginecologista-obstetra faz da saúde da mulher durante a gestação, com consultas periódicas, exames e vacinas que protegem a gestante e o bebê, desde o início do pré-natal até a consulta depois do parto.
Segundo o Ministério da Saúde, em informe de agosto de 2026, o pré-natal deve começar preferencialmente até a 12ª semana, com pelo menos sete consultas alternadas entre medicina e enfermagem, além de uma consulta odontológica. Esse acompanhamento da ginecologia na gravidez detecta hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e infecção urinária a tempo de tratar.
A cada consulta, o médico mede a pressão, pesa a gestante, acompanha o crescimento do bebê, confere as vacinas e orienta sobre vitaminas, ferro e outros cuidados, quando necessário. A frequência das consultas aumenta conforme a gestação avança, e isso permite agir cedo diante de qualquer mudança.
| Período | Frequência das consultas |
|---|---|
| Até a 28ª semana | Mensais |
| Da 28ª à 36ª semana | Quinzenais |
| A partir da 36ª semana | Semanais |
| Depois do parto | Pelo menos duas, uma na semana seguinte à saída da maternidade e outra cerca de 30 dias depois |
A gestante deve levar a Caderneta da Gestante a todas as consultas, exames, urgências e ao parto, porque ela reúne o histórico de toda a gravidez.
Os exames do pré-natal de risco habitual incluem hemograma, tipagem sanguínea e fator Rh, glicemia, exame de urina e urocultura, além de testes para HIV, sífilis, hepatites B e C e toxoplasmose. Segundo o protocolo de Aparecida de Goiânia, de 2024, o médico repete vários deles em cada trimestre.
| Trimestre | Exames principais |
|---|---|
| 1º (até 13 semanas) | Hemograma, tipagem e fator Rh, glicemia, TSH, urina, urocultura, sorologias e testes rápidos; ultrassom entre 11 e 12 semanas |
| 2º (14 a 26 semanas) | Teste de tolerância à glicose entre 24 e 28 semanas, hemograma, urina e testes rápidos; ultrassom entre 20 e 22 semanas |
| 3º (27 a 40 semanas) | Hemograma, glicemia, urina, urocultura e testes rápidos; ultrassom entre 34 e 37 semanas |
O calendário exato varia conforme o serviço e o risco de cada gestante. O ultrassom obstétrico acompanha o crescimento do bebê, e a ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia acontece em serviços especializados. As dosagens de sangue também podem sair em serviços de exames especializados.
O Calendário Nacional de Vacinação recomenda para a gestante a dTpa, a vacina contra a gripe, a da hepatite B, a da covid-19 e a do vírus sincicial respiratório (VSR). Cada uma tem a sua fase da gestação, e a vacinação protege a mãe e o bebê nos primeiros meses de vida. Por isso, a vacinação faz parte da rotina da ginecologia na gravidez.
A febre amarela só entra quando não dá para adiar, como em quem mora ou viaja para área de risco, após avaliação do serviço de saúde. Para conferir a caderneta, procure um serviço de vacinas.
A ginecologia na gravidez também cuida da saúde da mulher como um todo. O médico orienta sobre a suplementação de ácido fólico e de ferro quando indicados, a alimentação, a atividade física e a saúde bucal, e investiga infecção urinária e corrimento, que são frequentes na gestação.
O Papanicolau segue a mesma periodicidade e a mesma faixa etária das mulheres que não estão grávidas, segundo o protocolo de Aparecida de Goiânia, e o médico pode aproveitar o pré-natal para coletar o exame quando já estiver na hora. O diabetes gestacional, a tireoide e outras doenças endócrinas exigem acompanhamento próximo, com apoio da endocrinologia e metabologia.
Para o preparo do assoalho pélvico e do parto, a fisioterapia pélvica e obstétrica ajuda a gestante a aprender exercícios, posturas e técnicas de respiração.
Alguns sinais mostram que a gravidez precisa de atendimento sem esperar a próxima consulta. Segundo o Ministério da Saúde, a gestante deve procurar a maternidade ou o pronto-socorro, ou chamar o SAMU pelo 192, diante de pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg, sangramento vaginal ou dor abdominal forte.
A gravidez de alto risco exige consultas mais frequentes e, às vezes, exames extras, em um serviço de referência. O Ministério da Saúde indica o encaminhamento em casos como doenças já existentes, gestação de gêmeos ou uso contínuo de medicamentos, e o médico decide a mudança no acompanhamento.
O protocolo de Aparecida de Goiânia também manda encaminhar a gestante quando o exame de Coombs indireto dá positivo, quando há anemia grave, TSH alterado, proteinúria que persiste ou diabetes gestacional, e quando as sorologias dão reagentes. Ter uma dessas situações não significa que a gestação vá mal: significa que ela merece vigilância maior.
Procure um ginecologista assim que o teste de gravidez der positivo, de preferência antes da 12ª semana. Para encontrar um profissional, consulte os ginecologistas cadastrados na plataforma MedGuias e veja opções de atendimento presencial e por telemedicina em diferentes cidades do Brasil.
Quem tem doenças crônicas, usa medicamentos de uso contínuo ou já teve complicações em outra gestação deve procurar o médico ainda antes de engravidar. Depois do parto, a consulta de revisão continua importante, porque cuida da recuperação da mulher e da escolha de um método contraceptivo.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por profissional habilitado.
No Brasil, o mesmo profissional costuma atuar nas duas áreas. A ginecologia cuida da saúde da mulher, e a obstetrícia, da gestação, do parto e do pós-parto.
Assim que a mulher souber que está grávida, de preferência até a 12ª semana. Quanto mais cedo começa o acompanhamento, mais cedo o médico detecta e trata qualquer problema.
Sim. O Calendário Nacional recomenda dTpa, gripe, hepatite B, covid-19 e VSR durante a gestação. A febre amarela é a exceção, e só entra em situações específicas, após avaliação do serviço de saúde.
Sim, se estiver no prazo do exame. O rastreamento do colo do útero segue a mesma periodicidade das mulheres que não estão grávidas, e o pré-natal é uma boa oportunidade para colher.