Ginecologia e Obstetrícia
Quando procurar ginecologista: idades, sintomas e exames de rotina
Saber quando procurar ginecologista evita complicações e garante os exames na hora certa. A primeira consulta pode...
O ortopedista é o médico especialista em ortopedia e traumatologia, a área que diagnostica, trata e previne doenças e lesões do aparelho locomotor, formado por ossos, articulações, músculos, tendões e ligamentos, além da coluna vertebral. O tratamento pode ser clínico, de reabilitação ou cirúrgico.
Segundo a Agência Brasil, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019 do IBGE, 21,6% dos adultos brasileiros, cerca de 34,3 milhões de pessoas, relataram problema crônico de coluna em 2019, contra 18,5% em 2013. Ou seja, mais de um em cada cinco adultos convive com uma queixa que o ortopedista avalia e trata.
O ortopedista examina o paciente, investiga a causa da dor ou da lesão, pede exames de imagem e define o tratamento. Ele atua de forma preventiva, orientando postura e atividade física, e de forma corretiva, tratando fraturas, desgaste e deformidades. Em muitos casos, trabalha junto com o fisioterapeuta e com outras especialidades.
O caminho para chegar lá é longo. A especialidade se chama Ortopedia e Traumatologia e, segundo a Medway, a residência médica dura três anos, com treino prático em diferentes regiões do corpo.
O ortopedista trata doenças e lesões de qualquer região do aparelho locomotor, das fraturas ao desgaste das articulações e às deformidades de nascença. Entre os problemas mais citados estão lombalgia, hérnia de disco, artrose, bursite, tendinite, entorse e ruptura de ligamento, segundo a Nav Dasa. A tabela organiza esses casos por região do corpo.
| Região do corpo | Problemas frequentes |
|---|---|
| Coluna | Lombalgia, hérnia de disco e desvios como a escoliose |
| Ombro e cotovelo | Bursite, tendinite e luxação |
| Mão e punho | Fraturas e lesões de tendões e de nervos |
| Quadril e joelho | Artrose, lesão de ligamento e fraturas |
| Pé e tornozelo | Entorse, joanete e dedo em garra |
| Crianças | Deformidades congênitas e diferença no comprimento das pernas |
Na infância, o pediatra acompanha o crescimento e encaminha a criança ao ortopedista quando nota alterações na postura, na marcha ou nos pés.
No Brasil, a especialidade se chama Ortopedia e Traumatologia, e a residência médica dura três anos, segundo a Medway. Por isso, o mesmo médico costuma ser ortopedista e traumatologista ao mesmo tempo. Na prática, porém, alguns profissionais se dedicam mais ao trauma, como fraturas e urgências, e outros, às doenças crônicas e ao desgaste.
Já o reumatologista é outro especialista. Ele cuida de doenças inflamatórias e autoimunes das articulações, como a artrite reumatoide, e não faz cirurgia.
A ortopedia reúne 11 áreas de estudo e prática, segundo a Medway, e depois da residência o ortopedista pode se aprofundar em uma delas. Essa escolha define o tipo de caso que o médico atende com mais frequência e ajuda o paciente a achar o profissional certo para a queixa.
Para a maioria das queixas, porém, o primeiro passo é uma consulta com o ortopedista geral, que encaminha ao subespecialista quando precisa.
Dor que volta, limita o movimento ou piora ao se mexer justifica uma consulta, mesmo sem trauma. Segundo a Nav Dasa, os sinais citados são limitação de movimentos antes tranquilos, dor recorrente em ossos, articulações ou músculos, dor que piora com certos gestos, deformidade visível e perda de flexibilidade.
| Situação | O que fazer |
|---|---|
| Dor persistente, que volta ou limita o movimento | Marcar consulta com o ortopedista |
| Dor depois de queda ou pancada, com inchaço ou dificuldade de apoiar o membro | Ir ao pronto-socorro no mesmo dia |
| Deformidade visível, osso exposto ou perda de sensibilidade no membro | Procurar a emergência imediatamente |
| Dor lombar com fraqueza nas pernas ou perda do controle da urina | Ir à emergência |
| Articulação quente, inchada e com febre | Procurar atendimento urgente |
Nos casos urgentes, chame o SAMU pelo 192.
O ortopedista pede exames de imagem quando o exame físico não basta para fechar o diagnóstico. A radiografia mostra os ossos, as fraturas e o desgaste articular, enquanto a ressonância magnética avalia ligamentos, tendões, cartilagens e hérnias de disco, segundo a Nav Dasa.
A ultrassonografia mostra tendões, músculos e ligamentos em tempo real, e a densitometria óssea mede a massa dos ossos para avaliar a osteoporose. Esses exames podem ser feitos em serviços de exames especializados. O endocrinologista também acompanha o metabolismo ósseo quando a osteoporose entra na investigação. Nem todo paciente precisa de todos os exames, porque a escolha depende da queixa e do exame físico.
A consulta começa com a história dos sintomas, de doenças anteriores e de lesões ou atividades recentes, seguida do exame físico da dor, da mobilidade e da função. Depois, o ortopedista pede exames, se necessário, faz o diagnóstico e discute as opções de tratamento, segundo a Vale Saúde.
A cirurgia é só uma das opções. Muitos casos melhoram com tratamento clínico e reabilitação, e o médico indica a operação quando essas medidas não bastam ou quando a lesão exige. Leve os exames anteriores e a lista dos medicamentos que você usa.
Procure um ortopedista quando a dor nos ossos, nas articulações ou na coluna durar mais do que alguns dias, limitar o movimento ou voltar com frequência. Para encontrar um profissional, consulte os ortopedistas cadastrados na plataforma MedGuias e veja opções de atendimento presencial e por telemedicina em diferentes cidades do Brasil.
Se você não sabe por onde começar, o clínico geral faz a primeira avaliação e encaminha ao especialista quando necessário. Em caso de trauma com deformidade, dor intensa ou incapacidade de apoiar o membro, vá direto ao pronto-socorro. Quanto antes o ortopedista avalia a dor, mais opções de tratamento o paciente costuma ter.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por profissional habilitado.
No Brasil, a especialidade se chama Ortopedia e Traumatologia, e por isso o mesmo médico costuma ter as duas formações. Na prática, alguns se dedicam mais ao trauma e às urgências, e outros, às doenças crônicas.
Depende do serviço. No SUS, o acesso costuma começar pela unidade básica de saúde, que encaminha ao especialista. Na rede particular, confira a regra da clínica ou do plano de saúde antes de marcar.
Não. Segundo a Vale Saúde, o tratamento também inclui medicamentos, imobilização, infiltração e fisioterapia. A cirurgia fica para casos como fraturas complexas, reconstrução de ligamentos e prótese de articulação.
Na maioria dos casos, sim. O ortopedista avalia a coluna e pede exames quando precisa. Se a dor vier com fraqueza nas pernas, perda do controle da urina ou das fezes, ou depois de uma queda, procure a emergência.