Especialidades médicas
Gravidez ectópica: sintomas, causas, diagnóstico e tratamento
A gravidez ectópica ocorre quando o embrião se implanta fora do útero, quase sempre na trompa, e não chega ao parto....
O HPV, sigla em inglês para papilomavírus humano, é um vírus que infecta a pele e as mucosas e passa de uma pessoa para outra, principalmente pelo contato sexual. Existem mais de 200 tipos, e só alguns causam verrugas ou câncer, enquanto a maioria passa sem deixar sinais.
A infecção é muito frequente. O estudo POP-Brasil, do Ministério da Saúde, encontrou o vírus em 53,6% dos mais de 6.300 jovens de 16 a 25 anos avaliados, e tipos de alto risco em 35,2%, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria. Os dados vêm de coletas feitas em 2016 e 2017, mas mostram por que a prevenção importa.
O HPV reúne mais de 200 tipos de vírus, e cerca de 40 infectam a região genital e anal. Os tipos de baixo risco, como o 6 e o 11, causam verrugas, enquanto os de alto risco, como o 16 e o 18, podem provocar câncer quando a infecção persiste por muitos anos.
| Grupo | O que pode causar |
|---|---|
| Baixo risco (tipos 6 e 11) | Cerca de 90% das verrugas genitais e dos papilomas na laringe |
| Alto risco (tipos 16 e 18) | Cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero |
| Outros tipos de alto risco | Lesões que podem evoluir para câncer quando persistem |
| Demais tipos | Infecção sem sintomas, que o corpo costuma eliminar |
Segundo o INCA, pelo menos 12 tipos são oncogênicos, ou seja, capazes de causar câncer. Ter o vírus, porém, não significa ter câncer: a maioria das infecções some sozinha.
O HPV passa de uma pessoa para outra pelo contato direto com a pele ou a mucosa infectada, principalmente durante a relação sexual. O contato oral-genital, genital-genital ou manual-genital transmite o vírus, e a penetração não é necessária. Também há transmissão da mãe para o bebê durante o parto.
Muitas pessoas com o vírus não têm sinal algum e, mesmo assim, transmitem a infecção. Por isso, não dá para saber quem passou o vírus nem quando isso aconteceu, já que as manifestações podem surgir meses ou até anos depois.
O preservativo reduz o risco, mas não protege por completo, porque as lesões podem estar na vulva, na região pubiana, no períneo ou na bolsa escrotal, áreas que a camisinha não cobre. A camisinha feminina, que cobre também a vulva, oferece proteção mais ampla.
Na maior parte das vezes, a infecção pelo HPV não causa sintoma algum, e o sistema imunológico elimina o vírus sozinho. Segundo o INCA, só cerca de 5% das pessoas infectadas desenvolvem alguma manifestação, e a mais conhecida é a verruga genital, o condiloma, com aspecto de couve-flor.
As verrugas podem surgir na vulva, na vagina, no colo do útero, no pênis, na bolsa escrotal, na região pubiana e no ânus, e raramente aparecem na boca e na garganta. Elas costumam surgir de 2 a 8 meses depois do contágio, mas podem levar até 20 anos, segundo o Ministério da Saúde.
| Situação | O que fazer |
|---|---|
| Verruga ou lesão na região genital, no ânus ou na boca | Procurar avaliação médica, sem tentar tratar em casa |
| Sem sintomas, com 25 a 64 anos e vida sexual | Manter o exame preventivo (Papanicolau) no ritmo indicado |
| Exame preventivo alterado | Seguir a investigação, em geral com a colposcopia |
| Sangramento fora da menstruação ou depois da relação | Procurar um ginecologista |
Os homens também se infectam, e muitos não percebem. Quando há sintomas, as verrugas aparecem no pênis, na bolsa escrotal e no ânus, e o clínico geral pode fazer a primeira avaliação e encaminhar o paciente.
Não existe tratamento que elimine o HPV do organismo, mas o sistema imunológico elimina muitas infecções sozinho, principalmente em pessoas jovens. O que o médico trata são as lesões que o vírus causa, como as verrugas e as alterações nas células do colo do útero.
Para as verrugas, o médico escolhe o método conforme o tamanho, o número e o local das lesões, como cremes, congelamento, cauterização, laser ou cirurgia. Mesmo depois do tratamento, cerca de 25% dos casos têm recidiva, segundo o Ministério da Saúde.
Quando o Papanicolau ou o teste de DNA-HPV vem alterado, o ginecologista indica a colposcopia, que examina o colo do útero com lente de aumento e orienta a retirada de lesões. Tratar uma lesão cedo evita que ela evolua para câncer.
Os tipos de alto risco do HPV, quando persistem por muitos anos, podem provocar alterações nas células que evoluem para câncer. O Ministério da Saúde cita o vírus em quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, em 85% dos de ânus, em 35% dos de orofaringe e em 23% dos de boca.
Esse processo costuma levar muitos anos, e por isso o rastreamento funciona. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda o exame preventivo para mulheres de 25 a 64 anos, e o SUS vem adotando o teste de DNA-HPV, que busca o material genético do vírus.
No SUS, a vacina contra o HPV é gratuita e de dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, meninas e meninos. Jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram entram no resgate, e reportagens de julho de 2026 informam a prorrogação do prazo até dezembro.
Alguns grupos recebem três doses: pessoas imunocomprometidas de 9 a 45 anos, como as que vivem com HIV, as transplantadas e as em tratamento de câncer, usuários de PrEP de 15 a 45 anos e vítimas de violência sexual de 15 a 45 anos. Gestantes não devem receber a vacina.
A vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 e é segura, com efeitos leves e passageiros na maioria dos casos. Quem já teve HPV também pode se vacinar na faixa etária indicada. Em contrapartida, a pessoa vacinada deve manter o exame preventivo, porque nenhuma vacina cobre todos os tipos.
A cobertura ainda fica abaixo da meta. Em 2025, 86,2% das meninas e 74,6% dos meninos de 9 a 14 anos receberam a vacina, enquanto a meta da OMS é de 90%. Para conferir a caderneta, procure um serviço de vacinas, e o pediatra acompanha o calendário na infância e na adolescência.
Procure um ginecologista quando surgir verruga ou ferida na região genital, quando o exame preventivo vier alterado ou quando houver sangramento fora da menstruação ou depois da relação. Para encontrar um profissional, consulte os ginecologistas cadastrados na plataforma MedGuias e veja opções de atendimento presencial e por telemedicina em diferentes cidades do Brasil.
Quem nunca fez o exame preventivo, ou fez há mais de três anos, também deve agendar, mesmo sem sintomas e mesmo vacinada. Por outro lado, ter contato com o vírus não é motivo de pânico, porque a infecção é comum. Já o sangramento intenso exige atendimento imediato.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por profissional habilitado.
Não. A maioria das infecções some sozinha. O câncer só se desenvolve quando um tipo de alto risco persiste por muitos anos, e o exame preventivo acompanha esse processo.
Não. Ela reduz o risco, mas o vírus também passa pelo contato com áreas que a camisinha não cobre. A vacina e o exame preventivo completam a proteção.
Sim, dentro das faixas etárias do SUS. O benefício costuma ser maior antes do início da vida sexual, e o médico avalia cada caso. Quem já teve o vírus também pode se vacinar.
Sim. Os homens se infectam, transmitem o vírus e podem ter verrugas no pênis, na bolsa escrotal e no ânus, embora muitos não tenham sintomas. A vacina no SUS inclui os meninos de 9 a 14 anos.