Especialidades médicas
Câncer de ovário: sintomas, fatores de risco, diagnóstico e quando procurar avaliação
O câncer de ovário costuma ser silencioso e, por isso, a maioria dos casos aparece em fase avançada. Inchaço, dor ou...
A prevenção do câncer de mama reúne hábitos que reduzem o risco de a doença surgir, como manter o peso saudável, praticar atividade física e evitar o álcool, e a detecção precoce, que encontra o tumor ainda pequeno por meio de exames e da atenção aos sinais do corpo.
O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres brasileiras, com cerca de 30% dos casos novos femininos, segundo a estimativa do INCA. Já a Organização Mundial da Saúde calcula que hábitos saudáveis evitam de 30% a 40% dos casos de câncer, conforme o boletim Rede Câncer, do INCA.
Os hábitos que mais ajudam na prevenção do câncer de mama são manter o peso saudável, praticar atividade física regular e evitar o álcool, três fatores que o INCA associa ao risco da doença. Amamentar e não fumar também protegem, e cada mudança soma, mesmo que a mulher faça aos poucos.
| Hábito | Como ajuda |
|---|---|
| Manter o peso saudável | O excesso de gordura corporal aumenta o risco, principalmente depois da menopausa |
| Praticar atividade física | A inatividade se associa a mais casos da doença |
| Evitar o álcool | O consumo regular eleva o risco, e menos é melhor |
| Amamentar | Reduz o risco, e quanto mais tempo, maior o efeito |
| Alimentar-se bem | Mais vegetais, frutas e fibras, e menos ultraprocessados, ajudam no controle do peso |
Cada hábito tem um detalhe que ajuda a colocá-lo em prática. Para o álcool, o INCA lembra que não existe quantidade totalmente segura, e o risco cresce com a dose. Já a atividade física não precisa ser intensa: a Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana, e caminhadas rápidas já contam.
Quem tem dificuldade para controlar o peso pode procurar apoio da endocrinologia e metabologia. Além disso, o clínico geral ajuda a organizar um check-up e a discutir hábitos e uso de hormônios, já que a terapia hormonal prolongada pode aumentar o risco.
Alguns fatores de risco não mudam, como a idade, já que a doença cresce depois dos 50 anos, e a herança genética. Mulheres com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, ou com vários casos de câncer de mama e de ovário na família, têm risco bem maior e precisam de acompanhamento diferenciado.
Outros fatores também pesam: primeira menstruação muito cedo, menopausa tardia, mamas densas e radioterapia prévia no tórax. Para quem tem risco elevado, o mastologista pode antecipar os exames, indicar exames complementares, como a ressonância, e discutir o aconselhamento genético. Em casos selecionados, avalia ainda medidas redutoras de risco.
Ter um fator de risco não significa que a mulher vai adoecer. Do mesmo modo, a maioria das mulheres com câncer de mama não tem histórico familiar, e por isso a prevenção vale para todas.
A mamografia detecta tumores muito pequenos, antes que a mulher sinta qualquer alteração, e por isso é o principal exame de rastreamento. Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde passou a oferecer o exame no SUS a partir dos 40 anos, com decisão compartilhada, e ampliou o rastreamento até os 74 anos.
| Situação | Orientação |
|---|---|
| 40 a 49 anos | Mamografia disponível no SUS, com decisão compartilhada entre a mulher e o profissional de saúde |
| 50 a 74 anos | Faixa de rastreamento regular no SUS |
| Risco elevado | Início mais cedo e acompanhamento com o mastologista, às vezes com ressonância |
| Nódulo ou alteração em qualquer idade | Investigação diagnóstica, e não rastreamento |
Em mulheres com mamas densas, a mamografia enxerga menos, e o médico pode complementar a investigação com a ultrassonografia das mamas. Além disso, o ritmo do exame varia conforme a recomendação e o risco de cada mulher, e o médico define o intervalo. A mamografia e os exames de mama também estão disponíveis em serviços de exames especializados. Segundo o Ministério da Saúde, a faixa de 40 a 49 anos concentra quase um quarto dos casos, o que justificou a mudança.
O autoexame não substitui a mamografia, mas conhecer as próprias mamas ajuda a notar mudanças cedo. Procure avaliação diante de nódulo, alteração na pele como casca de laranja, mudança no formato, retração do mamilo ou saída de secreção espontânea. A dor isolada é menos comum no câncer.
Esses sinais aparecem com frequência em condições benignas, como cistos e fibroadenomas, mas só o médico distingue uma coisa da outra. Por isso, a mulher não deve esperar a próxima mamografia quando notar uma alteração nova: a consulta e os exames de investigação devem acontecer logo.
Algumas crenças geram medo sem motivo. Os estudos não mostram relação entre o uso de antitranspirante, de sutiã com aro ou de celular e o câncer de mama. Pancadas e traumas nas mamas também não causam a doença, embora possam provocar nódulos benignos e dor.
Em contrapartida, vale prestar atenção ao que realmente pesa: o álcool, o sobrepeso, o sedentarismo e a falta de exames. Investir nesses pontos rende mais do que se preocupar com mitos.
Procure um mastologista quando notar qualquer alteração nas mamas, quando completar 40 anos e quiser conversar sobre a mamografia, ou quando tiver casos de câncer de mama e de ovário na família. Para encontrar um profissional, consulte os mastologistas cadastrados na plataforma MedGuias e veja opções de atendimento presencial e por telemedicina em diferentes cidades do Brasil.
O ginecologista também faz o acompanhamento de rotina e examina as mamas na consulta anual. Quando surge uma suspeita, ele encaminha ao mastologista, e a investigação segue sem demora.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por profissional habilitado.
Não. Nenhum cuidado elimina o risco, mas os hábitos saudáveis o reduzem, e a mamografia permite descobrir o tumor cedo, quando o tratamento tem mais chance de sucesso.
O Ministério da Saúde passou a oferecer o exame no SUS a partir dos 40 anos, com decisão compartilhada entre a mulher e o profissional. Mulheres com risco elevado podem começar antes, por orientação do mastologista.
Não. O autoexame ajuda a perceber mudanças, mas não detecta tumores pequenos como a mamografia. Os dois se complementam, e qualquer alteração nova merece consulta.
O câncer de mama é raro em homens, mas existe. Nódulo ou secreção no mamilo em um homem também merece avaliação médica, principalmente se há casos na família.