Ginecologia e Obstetrícia
Saúde íntima pós-menopausa: sintomas, tratamentos e cuidados no dia a dia
A saúde íntima pós-menopausa muda porque a queda do estrogênio afina e resseca a mucosa da vagina e afeta a bexiga....
Os hormônios femininos são substâncias que o cérebro e os ovários produzem para controlar o ciclo menstrual, a ovulação e o desenvolvimento do corpo da mulher. O estrogênio e a progesterona são os principais, e eles agem junto com o FSH, o LH e a testosterona.
Esses hormônios mudam o tempo todo: a primeira menstruação costuma vir entre 11 e 13 anos e a menopausa, por volta dos 50, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Entre as alterações mais comuns está a síndrome dos ovários policísticos, que, segundo a SBEM, afeta mais de 170 milhões de mulheres no mundo.
Os principais hormônios femininos são o estrogênio e a progesterona, produzidos nos ovários, e o FSH e o LH, produzidos na hipófise, glândula do cérebro. O estrogênio desenvolve as mamas e prepara o útero, a progesterona sustenta a gravidez, e o FSH e o LH comandam a ovulação.
| Hormônio | Onde nasce e o que faz |
|---|---|
| Estrogênio | Nos ovários; desenvolve as características sexuais, espessa o revestimento do útero e influencia ossos, sono e ondas de calor |
| Progesterona | No corpo lúteo, após a ovulação; prepara o útero para a gravidez, e a queda dela leva à menstruação |
| FSH e LH | Na hipófise; o FSH faz crescer os folículos, e o pico de LH provoca a ovulação |
| Testosterona | Nos ovários e nas suprarrenais; contribui para a libido e a massa muscular |
O ciclo menstrual dura de 24 a 38 dias na maioria das mulheres, e os hormônios sobem e descem em uma sequência previsível. Primeiro o FSH estimula o crescimento dos folículos e o estrogênio aumenta. Depois um pico de LH libera o óvulo, e a progesterona assume a segunda metade do ciclo.
| Fase | O que acontece com os hormônios |
|---|---|
| Folicular (do primeiro dia da menstruação até a ovulação) | O FSH estimula os folículos, e o estrogênio aumenta |
| Ovulação (cerca de 16 a 32 horas) | O pico de LH libera o óvulo |
| Lútea (cerca de 14 dias) | A progesterona sobe, e o estrogênio e a progesterona caem se não houver fecundação |
A maioria das mulheres não tem ciclo de exatamente 28 dias, segundo o Manual MSD. Além disso, a queda hormonal no fim do ciclo explica sintomas da TPM, como irritação e cansaço.
Os hormônios femininos não ficam estáveis: cada fase da vida traz um padrão diferente. Na puberdade, o corpo começa a produzir estrogênio em maior quantidade. Na gravidez, os níveis sobem muito, e depois do parto caem de repente. Na perimenopausa e na menopausa, os ovários reduzem a produção até parar.
As alterações nos hormônios femininos costumam causar ciclo irregular ou ausente, sangramento muito intenso ou escasso, ondas de calor, mudanças de humor e do sono, ressecamento vaginal e queda da libido. Também podem aparecer acne, aumento de pelos, queda de cabelo e dificuldade para engravidar.
Nenhum desses sinais isolados prova um desequilíbrio hormonal, porque sono ruim, estresse e outras doenças causam sintomas parecidos. Por isso, o padrão e a persistência orientam a investigação: o que se repete por meses merece consulta.
As alterações hormonais podem vir de fases naturais da vida, como a puberdade, a gravidez e a menopausa, ou de doenças e hábitos. Entre as causas mais comuns estão a síndrome dos ovários policísticos, as doenças da tireoide, o excesso de prolactina, o estresse intenso e a perda ou o ganho importante de peso.
A síndrome dos ovários policísticos aparece com ciclos irregulares, acne e excesso de pelos. Em maio de 2026, um consenso global publicado na revista The Lancet propôs o nome Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina, sem mudar os critérios de diagnóstico, segundo a SBEM. A insuficiência ovariana prematura, em que os ovários falham antes dos 40 anos, também exige investigação em quem para de menstruar cedo.
O endocrinologista cuida de tireoide, prolactina e resistência à insulina. Já quem quer engravidar e não consegue pode procurar um especialista em reprodução humana.
O diagnóstico começa com a conversa e o exame físico, e o médico pede exames de sangue conforme o quadro, como FSH, LH, estradiol, progesterona, prolactina e hormônios da tireoide. O ultrassom pélvico complementa a avaliação. O dia do ciclo em que a coleta acontece muda a interpretação do resultado.
As dosagens hormonais podem ser feitas em serviços de exames especializados. O tratamento depende da causa: o médico pode propor ajuste de sono, atividade física e peso, tratamento da doença de base ou terapia hormonal, sempre de forma individualizada.
A terapia hormonal tem restrições. Segundo a SBEM, ela não serve para quem tem câncer de mama ou de endométrio ativo ou recente, nem para quem tem trombose, entre outras situações. Por isso, ninguém deve começar a usar hormônios por conta própria ou por indicação de redes sociais.
Procure um ginecologista quando a menstruação falhar por 3 meses sem gravidez, o sangramento ficar muito intenso, as ondas de calor atrapalharem o sono ou a gravidez não vier após 12 meses. Para encontrar um profissional, consulte os ginecologistas cadastrados na plataforma MedGuias e veja opções de atendimento presencial e por telemedicina em diferentes cidades do Brasil.
A consulta também vale para quem nota acne, queda de cabelo e excesso de pelos de forma persistente, ou mudanças fortes de humor ao longo do ciclo. Já o sangramento intenso com tontura ou a dor pélvica súbita exigem atendimento imediato.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por profissional habilitado.
Depende da causa. Algumas alterações, como as ligadas à tireoide ou ao estresse, melhoram com tratamento. Outras, como a menopausa, são fases naturais, e o médico trata os sintomas.
Sim. Estresse intenso, perda ou ganho importante de peso e exercício excessivo podem atrasar ou interromper a ovulação e desregular o ciclo. Por isso, a mudança de hábitos faz parte do tratamento.
Depende do hormônio. Alguns exames pedem uma fase específica do ciclo, e outros podem ser feitos a qualquer momento. O médico informa o dia ideal para cada exame.
Sim, em pequena quantidade. O corpo masculino também produz estrogênio, assim como o feminino produz testosterona. O equilíbrio entre os dois é que muda de um sexo para o outro.