Especialidades médicas
Hérnia de disco: sintomas, causas, diagnóstico e tratamento
A hérnia de disco acontece quando o núcleo de um disco da coluna sai do lugar e pressiona um nervo. Muitos casos...
As doenças ortopédicas são alterações dos ossos, das articulações, dos músculos, dos tendões, dos ligamentos e da coluna vertebral que causam dor, rigidez ou perda de função. Elas surgem por desgaste, esforço repetido, trauma, inflamação ou deformidade de nascença, e quem as trata é o ortopedista.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1,71 bilhão de pessoas viviam com condições musculoesqueléticas no mundo em 2019, e a dor lombar, com 570 milhões de casos, é a principal causa de incapacidade em 160 países. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde 2019, do IBGE, mostrou que 21,6% dos adultos tinham problema crônico de coluna.
Doenças ortopédicas formam um grupo amplo, e a Nav Dasa as agrupa em três blocos: doenças de desgaste e dor, como artrose, lombalgia e hérnia de disco; lesões e traumas, como bursite, tendinite, entorse, ruptura de ligamento e fratura; e deformidades de nascença, como joanete e dedo em garra.
Algumas aparecem com a idade, como a artrose e a osteoporose. Outras vêm do esforço, como a tendinite, ou de um acidente, como a fratura.
Entre as doenças ortopédicas mais frequentes estão a dor lombar, a hérnia de disco, a artrose, a osteoporose, a tendinite, a bursite, a entorse e a fratura. A tabela resume o que cada uma é e como ela costuma aparecer, e as seções seguintes explicam as principais.
| Doença | O que é e como costuma aparecer |
|---|---|
| Dor lombar | Dor na parte baixa das costas, por lesão de músculos e ligamentos, desgaste ou hérnia de disco |
| Hérnia de disco | O disco entre as vértebras sai do lugar e comprime nervos, com dor que pode descer para a perna ou o braço |
| Artrose | Desgaste da cartilagem, com dor ao movimento e rigidez, em joelhos, quadris, coluna e mãos |
| Osteoporose | Perda de massa óssea que deixa o osso frágil, muitas vezes sem sintomas até a primeira fratura |
| Tendinite | Inflamação do tendão por uso excessivo, com dor ao mexer ou pressionar |
| Bursite | Inflamação da bolsa que amortece a articulação, com dor e inchaço no local |
| Entorse | Lesão de ligamentos, com dor, inchaço e, às vezes, sensação de instabilidade |
| Fratura | Quebra do osso, com dor, inchaço, deformidade e dificuldade de usar o membro |
A dor lombar é a principal causa de incapacidade em 160 países, segundo a OMS, e tem várias origens: lesão de músculo ou ligamento, artrose, fratura por osteoporose e hérnia de disco. A hérnia de disco comprime nervos e causa dor que pode irradiar para pernas ou braços, com formigamento e fraqueza, segundo o Sírio-Libanês.
A maioria dos episódios de dor lombar passa sozinha: segundo o Manual MSD, 80% a 90% melhoram em até seis semanas, com ou sem tratamento. Nem toda hérnia de disco exige cirurgia, que o Sírio-Libanês reserva para dor intensa sem melhora, comprometimento neurológico grave ou perda do controle da bexiga ou do intestino.
A artrose desgasta a cartilagem e causa dor ao movimento e rigidez, e costuma começar entre os 40 e os 50 anos, segundo o Manual MSD. Já a osteoporose é a perda progressiva de massa óssea, que deixa o osso frágil, segundo o Ministério da Saúde, e as fraturas de quadril e de coluna são as mais típicas.
Na artrose, o tratamento começa com exercícios, perda de peso e fisioterapia, e a prótese entra quando a dor não se controla, segundo o Manual MSD. A osteoporose pode avançar sem sintomas, e perda de altura e postura curvada surgem com o avanço da doença. A densitometria óssea detecta a perda de massa, e o endocrinologista também acompanha o metabolismo ósseo nesses casos.
A tendinite é a deterioração do tendão, em geral por uso excessivo, e dói ao movimentar ou pressionar a região, que às vezes incha e esquenta, segundo o Manual MSD. Ela atinge quem treina muito, quem faz tarefas repetitivas e pessoas de meia-idade ou idosas, quando os tendões enfraquecem.
O tratamento combina ajuste das atividades, compressas, anti-inflamatórios por pouco tempo e exercícios, e a cirurgia fica para casos raros, como o tendão totalmente rompido. A bursite é a inflamação da bolsa que amortece a articulação e também causa dor e inchaço no local.
Já a entorse é a lesão de ligamentos de uma articulação, como o joelho. No joelho, o estalo no momento da lesão costuma indicar ruptura do ligamento cruzado anterior, segundo o Manual MSD. As lesões leves melhoram com repouso, gelo, compressão, elevação e fisioterapia, e as graves podem exigir cirurgia.
Procure o pronto-socorro diante de dor ou inchaço intenso, deformidade visível ou incapacidade de mover ou apoiar o membro, sinais de possível fratura segundo o Manual MSD. Na coluna, fraqueza ou dormência nas pernas e perda do controle da urina ou das fezes também pedem atendimento imediato.
| Situação | O que fazer |
|---|---|
| Dor persistente ou que volta, sem trauma | Marcar consulta com o ortopedista |
| Dor, inchaço ou deformidade depois de queda ou pancada | Ir ao pronto-socorro |
| Impossibilidade de apoiar o peso ou de mover o membro | Ir ao pronto-socorro |
| Fraqueza nas pernas, ou perda do controle da urina ou das fezes | Procurar a emergência imediatamente |
| Articulação vermelha, quente e inchada, com febre | Procurar atendimento no mesmo dia |
Em caso de dúvida, chame o SAMU pelo 192.
O diagnóstico das doenças ortopédicas começa pela história dos sintomas e pelo exame físico, e os exames de imagem confirmam a hipótese. A radiografia mostra ossos, fraturas e desgaste, a ressonância magnética avalia ligamentos, tendões, cartilagens e hérnias de disco, e a densitometria mede a massa óssea, segundo a Nav Dasa.
Esses exames podem ser feitos em serviços de exames especializados. Na dor lombar leve que melhora sozinha, porém, o Manual MSD diz que os exames costumam ser desnecessários.
O tratamento depende da doença, mas costuma começar sem cirurgia: exercício e fisioterapia, ajuste das atividades, controle do peso, imobilização, analgésicos e anti-inflamatórios por pouco tempo e, em alguns casos, infiltração. A cirurgia entra quando as outras medidas falham ou a lesão exige, como em fraturas complexas, rupturas de ligamento e artrose avançada.
A prevenção combina hábitos que protegem a coluna, as articulações e os ossos: exercício regular, peso saudável, boa postura e cuidado ao levantar peso. Para os ossos, o Ministério da Saúde recomenda ainda dieta com cálcio, exposição solar moderada para a vitamina D, não fumar, moderar o álcool e tornar a casa mais segura contra quedas.
Esses cuidados reduzem o risco de várias doenças ortopédicas, mas nenhum hábito garante proteção total. Na infância, o pediatra acompanha o crescimento e encaminha ao ortopedista quando nota alterações na postura, na marcha ou nos pés.
Procure um ortopedista quando a dor nas costas ou nas articulações persistir, limitar o movimento ou voltar com frequência, e também depois de qualquer queda ou pancada com inchaço. Para encontrar um profissional, consulte os ortopedistas cadastrados na plataforma MedGuias e veja opções de atendimento presencial e por telemedicina em diferentes cidades do Brasil.
Se você não sabe por onde começar, o clínico geral faz a primeira avaliação e encaminha ao especialista quando necessário. Quanto antes o diagnóstico chega, mais opções de tratamento costumam existir.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por profissional habilitado.
Não. Tendinite, dor lombar, artrose e muitas lesões de ligamento começam com tratamento sem cirurgia, como exercícios, fisioterapia, ajuste das atividades e medicamentos por pouco tempo. A cirurgia fica para casos selecionados, como fratura complexa ou prótese de articulação.
Não. A artrose é o desgaste da cartilagem, com dor ao movimento. A artrite é a inflamação da articulação, com dor, vermelhidão, inchaço e rigidez pela manhã, segundo o ortopedista Plínio Linhares, do IDOMED, em matéria de 2024.
Nem sempre. Na maioria das vezes ela vem de músculos, ligamentos, discos e articulações da coluna, mas a dor lombar também pode ter origem em outros órgãos, como os rins, segundo o Manual MSD. Febre, perda de peso, dor forte à noite e fraqueza pedem avaliação rápida.
O Ministério da Saúde indica o exame para mulheres a partir de 45 anos que já passaram pela menopausa. Quem tem fatores de risco, como diabetes ou tabagismo, deve conversar com o médico.