Ir para o conteúdo

Fertilidade feminina: como a alimentação pode influenciar a saúde dos óvulos?

Publicado em 14/09/2026 às 15:41, por: FABIANA FONTES

Saiba por que o conjunto da alimentação, a nutrição preventiva e o controle do estresse oxidativo são vitais na preparação para a gravidez.

Quando falamos em fertilidade feminina, a idade costuma ser um dos primeiros fatores lembrados. E ela realmente tem grande importância.

Mas existe outro ponto que também merece atenção: a saúde metabólica e nutricional da mulher.

A alimentação não consegue interromper o envelhecimento dos ovários nem aumentar a reserva ovariana. Porém, uma boa nutrição pode contribuir para um ambiente mais favorável à função reprodutiva.

O que a alimentação tem a ver com os óvulos?

Os ovários dependem de energia, nutrientes e equilíbrio metabólico para funcionar adequadamente.

Uma alimentação de baixa qualidade, associada a excesso de peso, resistência à insulina, inflamação e deficiências nutricionais, pode estar relacionada a alterações na saúde reprodutiva.

Por outro lado, padrões alimentares ricos em alimentos naturais, fibras, vitaminas, minerais e gorduras de boa qualidade estão associados a melhores indicadores de saúde e podem fazer parte da preparação para a gravidez.

Quais alimentos merecem espaço no prato?

Não existe um alimento capaz de “melhorar o óvulo” sozinho.

O mais importante é o conjunto da alimentação.

Vale priorizar:

  • frutas, verduras e legumes variados;
  • feijões e outras leguminosas;
  • ovos, peixes e outras boas fontes de proteína;
  • azeite de oliva e outras fontes de gorduras insaturadas;
  • castanhas e sementes;
  • cereais integrais;
  • alimentos ricos em fibras.

Também é importante evitar que ultraprocessados, excesso de açúcar e álcool façam parte da rotina com frequência.

E os antioxidantes?

Os óvulos estão expostos ao estresse oxidativo, um processo natural do organismo que pode aumentar em determinadas condições.

Por isso, nutrientes antioxidantes presentes em frutas, verduras, legumes, castanhas e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação voltada à saúde reprodutiva.

Mas atenção: mais suplemento não significa mais fertilidade. A suplementação deve ser individualizada, principalmente quando existe deficiência nutricional ou indicação profissional.

Preparar o corpo também é cuidar da fertilidade

A alimentação é apenas uma parte da saúde reprodutiva. Peso adequado, atividade física, sono, controle metabólico e acompanhamento médico também são importantes.

E existe um ponto fundamental: não é preciso esperar começar a tentar engravidar para cuidar da alimentação.

A preparação pode começar antes.

A nutrição não faz milagres e não consegue “parar o relógio biológico”, mas pode ajudar a mulher a chegar à gestação com melhor saúde metabólica e nutricional.

Cuidar da alimentação antes da gravidez também é cuidar da saúde reprodutiva.

Referências

American Society for Reproductive Medicine (ASRM). Committee opinions on nutrition and fertility.
Gaskins AJ, Chavarro JE. Diet and fertility: a review. American Journal of Obstetrics and Gynecology.
European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE). Recommendations related to lifestyle and reproductive health.

Escrito por: Dra. Fabiana Fontes
Especialista em Nutrição
CRN-11 18870

FABIANA FONTES
FABIANA FONTES
2 publicações

FABIANA FONTES é nutricionista especialista em Saúde da Mulher e Fertilidade. Existem nutricionistas generalistas. E existe a Fabiana Fontes. Com formação focada nas condições que mais impactam a saúde feminina, a especialista atende mulheres e casais que buscam mais do que uma dieta — buscam respostas, direção e resultados reais. Seu...