Saiba por que o conjunto da alimentação, a nutrição preventiva e o controle do estresse oxidativo são vitais na preparação para a gravidez.
Quando falamos em fertilidade feminina, a idade costuma ser um dos primeiros fatores lembrados. E ela realmente tem grande importância.
Mas existe outro ponto que também merece atenção: a saúde metabólica e nutricional da mulher.
A alimentação não consegue interromper o envelhecimento dos ovários nem aumentar a reserva ovariana. Porém, uma boa nutrição pode contribuir para um ambiente mais favorável à função reprodutiva.
O que a alimentação tem a ver com os óvulos?
Os ovários dependem de energia, nutrientes e equilíbrio metabólico para funcionar adequadamente.
Uma alimentação de baixa qualidade, associada a excesso de peso, resistência à insulina, inflamação e deficiências nutricionais, pode estar relacionada a alterações na saúde reprodutiva.
Por outro lado, padrões alimentares ricos em alimentos naturais, fibras, vitaminas, minerais e gorduras de boa qualidade estão associados a melhores indicadores de saúde e podem fazer parte da preparação para a gravidez.
Quais alimentos merecem espaço no prato?
Não existe um alimento capaz de “melhorar o óvulo” sozinho.
O mais importante é o conjunto da alimentação.
Vale priorizar:
- frutas, verduras e legumes variados;
- feijões e outras leguminosas;
- ovos, peixes e outras boas fontes de proteína;
- azeite de oliva e outras fontes de gorduras insaturadas;
- castanhas e sementes;
- cereais integrais;
- alimentos ricos em fibras.
Também é importante evitar que ultraprocessados, excesso de açúcar e álcool façam parte da rotina com frequência.
E os antioxidantes?
Os óvulos estão expostos ao estresse oxidativo, um processo natural do organismo que pode aumentar em determinadas condições.
Por isso, nutrientes antioxidantes presentes em frutas, verduras, legumes, castanhas e outros alimentos podem fazer parte de uma alimentação voltada à saúde reprodutiva.
Mas atenção: mais suplemento não significa mais fertilidade. A suplementação deve ser individualizada, principalmente quando existe deficiência nutricional ou indicação profissional.
Preparar o corpo também é cuidar da fertilidade
A alimentação é apenas uma parte da saúde reprodutiva. Peso adequado, atividade física, sono, controle metabólico e acompanhamento médico também são importantes.
E existe um ponto fundamental: não é preciso esperar começar a tentar engravidar para cuidar da alimentação.
A preparação pode começar antes.
A nutrição não faz milagres e não consegue “parar o relógio biológico”, mas pode ajudar a mulher a chegar à gestação com melhor saúde metabólica e nutricional.
Cuidar da alimentação antes da gravidez também é cuidar da saúde reprodutiva.
Referências
American Society for Reproductive Medicine (ASRM). Committee opinions on nutrition and fertility.
Gaskins AJ, Chavarro JE. Diet and fertility: a review. American Journal of Obstetrics and Gynecology.
European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE). Recommendations related to lifestyle and reproductive health.
Escrito por: Dra. Fabiana Fontes
Especialista em Nutrição
CRN-11 18870