Especialidades médicas
Sangramento uterino anormal: causas, sintomas, diagnóstico e tratamento
O sangramento uterino anormal é qualquer alteração no volume, na duração ou na regularidade da menstruação, ou o...
A infertilidade feminina é a incapacidade de engravidar depois de 12 meses ou mais de relações sexuais regulares sem proteção, quando o fator principal está na mulher. Ela não significa que a gravidez seja impossível, e muitos casos têm tratamento.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a infertilidade afeta cerca de 17,5% da população adulta, ou 1 em cada 6 pessoas no mundo. Em casais, o fator masculino responde por cerca de 50% das causas, segundo a Febrasgo, e por isso a investigação envolve os dois parceiros.
A dificuldade para engravidar vira infertilidade feminina depois de 12 meses de tentativas regulares sem proteção. Para mulheres com mais de 35 anos, a Febrasgo recomenda iniciar a investigação após 6 meses, e acima dos 40 anos a avaliação e o tratamento devem ser imediatos, porque o tempo conta.
| Situação | Quando procurar |
|---|---|
| Menos de 35 anos | Após 12 meses de tentativas |
| 35 anos ou mais | Após 6 meses de tentativas |
| Acima de 40 anos | Avaliação imediata, sem esperar o prazo |
| Ciclos ausentes, endometriose ou cirurgia pélvica prévia | O médico pode antecipar a investigação |
A idade pesa muito. Segundo a Febrasgo, a fecundidade atinge o pico por volta dos 20 anos e cai de forma acentuada depois dos 35. Na fertilização in vitro, a chance cumulativa de nascido vivo vai de cerca de 60% em mulheres com menos de 31 anos a cerca de 5% acima dos 40.
As principais causas da infertilidade feminina são a disfunção da ovulação, a obstrução ou lesão das trompas, a endometriose e as alterações do útero, além da queda da reserva de óvulos com a idade. Em cerca de 30% a 40% dos casais, porém, os exames não encontram uma causa aparente.
| Causa | O que acontece |
|---|---|
| Disfunção da ovulação | O óvulo não amadurece ou não sai do ovário, como na síndrome dos ovários policísticos, em doenças da tireoide e no excesso de prolactina |
| Fator tubário | As trompas ficam fechadas ou lesionadas, em geral depois de infecção pélvica, cirurgia ou endometriose |
| Endometriose | Inflamação e aderências na pelve podem dificultar a ovulação e o transporte do óvulo |
| Alterações do útero | Pólipos, miomas que deformam a cavidade e malformações podem atrapalhar a implantação |
| Idade | A quantidade e a qualidade dos óvulos caem, principalmente depois dos 35 anos |
Hábitos também influenciam. O tabagismo, a obesidade, o baixo peso e o exercício excessivo podem alterar a ovulação, e o médico considera esses fatores na avaliação.
A investigação da infertilidade feminina começa com a história do ciclo, o exame físico e o ultrassom transvaginal, e inclui o espermograma do parceiro. Para avaliar as trompas, o médico pede histerossalpingografia ou histerossonografia. Os exames hormonais entram em situações específicas, segundo a Febrasgo.
A ultrassonografia pélvica mostra os ovários e o útero, e as dosagens de LH, FSH, prolactina e estradiol podem ser feitas em serviços de exames especializados. A Febrasgo também afirma que o AMH e a contagem de folículos antrais não devem orientar mulheres sem sintomas, porque não predizem a fertilidade natural.
Quando os exames sugerem pólipo, aderência ou endometriose, a histeroscopia e a laparoscopia permitem ver o interior do útero e da pelve e, muitas vezes, tratar o problema no mesmo procedimento.
O tratamento da infertilidade feminina depende da causa, da idade e do tempo de tentativa. As opções vão da orientação sobre o período fértil e do tratamento da causa, como a retirada de pólipos ou miomas, até a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro, que o especialista indica caso a caso.
Esses números são médias da Febrasgo, e cada casal tem uma chance diferente. Por isso, o especialista explica as probabilidades antes de propor o tratamento.
Alguns hábitos favorecem a ovulação e a saúde reprodutiva, mas não substituem a investigação médica. Eles ajudam principalmente quem tem tabagismo, peso fora da faixa saudável ou doenças crônicas sem controle, e funcionam melhor quando a mulher os adota antes de começar o tratamento.
Segundo a OMS, o custo alto, o estigma e a oferta limitada dificultam o acesso ao tratamento em muitos países. No Brasil, o SUS tem política de atenção à reprodução humana assistida, mas a oferta dos procedimentos de alta complexidade é restrita e varia conforme o serviço e a região.
Tentativas frustradas geram ansiedade e desgaste na relação, e o apoio psicológico ajuda o casal a atravessar o processo. Falar abertamente com o parceiro e com o médico também reduz a sensação de culpa, que é comum e não tem fundamento: a infertilidade é uma condição de saúde, e não uma falha pessoal.
Procure um ginecologista quando a gravidez não vier após 12 meses de tentativas, após 6 meses se a mulher tem mais de 35 anos, ou antes disso se houver ciclos irregulares ou endometriose. Para encontrar um profissional, consulte os ginecologistas cadastrados na plataforma MedGuias e veja opções de atendimento presencial e por telemedicina em diferentes cidades do Brasil.
Quando a investigação indica tratamento de alta complexidade, o ginecologista encaminha o casal a um especialista em reprodução humana. Mesmo assim, a consulta inicial já resolve muitas dúvidas e evita meses de espera sem orientação.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento por profissional habilitado.
Depende da causa. Muitas mulheres engravidam depois de tratar a ovulação, as trompas ou o útero, e outras recorrem à inseminação ou à fertilização in vitro. A idade influencia bastante o resultado.
Sim. A infertilidade é a dificuldade de engravidar, que muitas vezes tem tratamento. A esterilidade é a impossibilidade definitiva de gravidez natural, o que é menos comum.
A fecundidade atinge o pico por volta dos 20 anos e cai de forma acentuada depois dos 35, segundo a Febrasgo. Por isso, a investigação começa mais cedo nessa faixa de idade.
Sim. O fator masculino responde por cerca de 50% das causas, e o espermograma faz parte da avaliação inicial do casal.