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História da Reprodução Assistida no Piauí

Publicado em 24/06/2026 às 17:36, por: ANDRÉ LUIZ
casal com imagem de ultrassom do filho

A História da Reprodução Assistida no Piauí se confunde com o início das atividades dos primeiros ginecologistas em nosso Estado, mas o primeiro a se interessar foi Dr. Joaquim Castelo Branco Barros

A Reprodução Assistida engloba todas as técnicas para se obter uma gestação através da ajuda médica, podendo ser a técnica mais simples como a indução da ovulação com coito programado, passando pela inseminação intra-uterina que já consiste na capacitação espermática e colocação desse sêmen capacitado dentro do útero e por fim a técnica mais avançada que é a fertilização in vitro (FIV) em que a união dos espermatozóides e óvulos ocorrem no laboratório e depois de alguns dias em desenvolvimento na incubadora os melhores embriões são transferidos para dentro do útero da mulher.

A História da Reprodução Assistida no Piauí se confunde com o início das atividades dos primeiros ginecologistas em nosso Estado, mas o primeiro a se interessar pela área foi Dr. Joaquim Castelo Branco Barros, que em 1998, quando se aposentou, fundou a FUNSAPRE – Fundação Social Saúde Reprodutiva, Assistência e Pesquisa,  junto com um grupo de pessoas de diversas áreas como médicos, advogados, engenheiros, bioquímicos e empresários. A Fundação, entidade sem fins lucrativos, nasceu de uma preocupação com a saúde reprodutiva da mulher e com a questão do planejamento familiar; temáticas pouco observadas pelos órgãos governamentais ligados à saúde naquela época e até hoje.

O médico ginecologista Dr. Joaquim Castelo Branco Barros, foi o fundador e presidente até seu falecimento em 24 de Março de 2011, contou com a ajuda voluntária dos ginecologistas André Luiz Eigenheer da Costa e Ione Maria Ribeiro Lopes, sendo que Dr. André Luiz assumiu a presidência após seu falecimento e convidou outros colegas ginecologistas para ajudarem de forma voluntária também a Fundação, são eles, Fabiana Accioly, Nádia Moura Fé, Thiago Brito e Anatole Borges, mas vale salientar que mesmo utilizando somente a técnica da indução da ovulação conseguiram ajudar muitos casais a realizarem o sonho de ter um filho.

Outra médica ginecologista muito importante na história da Reprodução Assistida é a Dra. Ione Maria Ribeiro Soares Lopes, ela Iniciou a especialidade como Médica assistente da Clínica Ginecológica do Hospital Getúlio Vargas (HGV) de Teresina-PI, chefiada na época pelo visionário Prof. Dr. José Arimatea dos Santos, que, em 2003, resolveu setorizar o atendimento ambulatorial da Instituição em atendimento à exigência da Comissão Nacional da Residência Médica (CNRM) para o treinamento dos médicos residentes do PRM em Ginecologia e Obstetrícia da UFPI. Foi então na época instalado o Setor de Reprodução Humana e a Dra. Ione Lopes foi convidada pelos saudosos Professores Arimatea Santos e Joaquim Castelo Branco para chefiar o serviço. O Setor de Reprodução Humana do Hospital Getúlio Vargas (HGV) de Teresina-PI, iniciou então o atendimento à população no ano de 2004 e foi o pioneiro no Estado, como também referência para os Estados vizinhos, para a assistência pública ao casal infértil tanto na investigação quanto no tratamento da Reprodução Assistida de baixa complexidade: clínico, cirúrgico e até Inseminação Intrauterina. Observado na época que grande parte dos motivos da procura do atendimento era a tentativa de reverter a laqueadura tubária realizada em pacientes jovens em pleno menacme. Foi então que a Dra. Ione se capacitou na área de Infertilidade na Universidade Federal de São Paulo no Setor de Reprodução Assistida, onde adquiriu habilidade cirúrgica para realizar os procedimentos de Reversão da Laqueadura tubária, realizada através de mini laparotomia e utilizando-se a lupa de pala, instrumento de tecnologia simples, barato e adequado para o setor público. A laqueadura tubária (LTB) é um ato cirúrgico que continua sendo realizado no Brasil de forma indiscriminada, na maioria das vezes sem atentar para as implicações médico legais. O número de arrependimentos é grande, principalmente quando é realizado em paciente muito jovem, que pode, por algum motivo, mudar de opinião e querer tentar reverter o processo. O número de procedimentos era relativamente alto e continua sendo infelizmente. A Dra. Ione chefiou o serviço de Reprodução Assistida do HGV até 2020 quando se aposentou e em seu lugar assumiu a Dra. Simone Madeira., mas ela continua ainda como chefe do serviço de atendimento ao casal infértil no Hospital Universitário da UFPI. 

Em Janeiro de 2001 se instalou em Teresina a primeira Clinica especializada em Reprodução Assistida, com o nome de CRIAR sob o comando do ginecologista André Luiz Eigenheer da Costa, a clínica chegou já trazendo a alta tecnologia para a realização de tratamentos de alta complexidade como a FIV, a injeção de um único espermatozóide dentro de cada óvulo (ICSI), só que sendo uma clínica privada, os tratamentos eram todos particulares então só casais com condições financeiras poderiam realizar tal tratamento; com as técnicas de alta complexidade foi possível resolver a maioria dos casos de infertilidade, fossem ele por laqueadura, obstrução tubária ou aderências tubárias, endometriose, mulheres com idade mais avançada, com falência ovariana precoce ou já na menopausa também puderam ser mães, nesses casos, com a utilização de óvulos doados, assim também os homens que haviam feito vasectomia e haviam se casado novamente puderam ter mais filhos, com a ICSI e a obtenção dos espermatozóides através da punção aspirativa dos epidídimos ( PESA), assim como homens com azoospermia ( ausência total de espermatozóides no ejaculado) de causa não obstrutiva também puderam ter filhos com os próprios espermatozóides ou obtidos em um banco de sêmen, quando não há mais produção de espermatozóides pelos testículos.

Atualmente o Piauí conta com dois serviços de Reprodução Assistida, a CRIAR VIDAS, que foi idealizada e fundada pelo Dr. André Luiz em Janeiro de 2001 em sociedade com políticos locais e Dr. André Luiz saiu da sociedade em 2008 e fundou a FERTVIDA, que se expandiu para outros Estados ( Fortaleza e São Luis) e em Fevereiro de 2025 já como FERTVIDA PRIME, foi adquirida pela XP/FERTGROUP e hoje faz parte do maior grupo de medicina reprodutiva da América Latina com 16 unidades em todo o território Nacional.

Escrito por: ANDRÉ LUIZ
Especialista em Reprodução Humana
CRM-PI 2651 • RQE 520 • RQE 3701

ANDRÉ LUIZ
ANDRÉ LUIZ
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Médico especialista em Reprodução Humana Assistida há 27 anos realizando sonhos ❤️ +2.500 bebês