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O que saber sobre o uso de telas na infância

Publicado em 15/05/2026 às 12:14, por: MARIA JOSE MARTINS MALDONADO

O uso excessivo de telas (celulares, tablets) causa distúrbios de sono em crianças e adolescentes, pois a luz azul inibe a melatonina (hormônio do sono), atrasando o adormecer e piorando a qualidade do descanso, além de estar associado a ansiedade, depressão, problemas de visão, sedentarismo e atrasos no desenvolvimento, com a SBP recomendando limites de tempo e, idealmente, sem telas antes dos 2 anos. 

Principais Impactos do Excesso de Telas (segundo a SBP e estudos associados):

  • Distúrbios do Sono: Dificuldade para dormir, insônia, redução da duração e qualidade do sono devido à luz azul.
  • Saúde Mental: Aumento de ansiedade, irritabilidade, quadros depressivos e baixa tolerância à frustração.
  • Desenvolvimento: Atrasos no desenvolvimento cognitivo e social, substituindo interações humanas e brincadeiras essenciais.
  • Saúde Física: Problemas de visão (miopia), postura inadequada, sedentarismo e hábitos alimentares ruins. 

Recomendações da SBP (Orientação para Idades):

  • Menores de 2 anos: Não devem ter exposição a telas;
  • 2 a 5 anos: Limite máximo de 1 hora por dia;
  • 6 a 10 anos: Limite de 1 a 2 horas por dia;
  • 11 a 18 anos (Adolescentes): Não ultrapassar 3 horas diárias, incluindo videogames. 

Dicas para Pais:

  • Estabeleça regras claras para o uso de telas e aplicativos;
  • Conheça o conteúdo que crianças e adolescentes acessam;
  • Incentive atividades ao ar livre, esportes e contato com a natureza;
  • Crie momentos familiares sem telas;
  • Observe sinais como cansaço excessivo, irritabilidade ou dores.

Em resumo, a SBP vê o uso de telas como um fator de risco para diversos problemas de saúde, sendo crucial a moderação e orientação para proteger o desenvolvimento infantil e adolescente, com os distúrbios do sono sendo um dos primeiros sinais de alerta.

Autor(a): Dra. Maria José Martins Maldonado
Neurologia Pediátrica
CRM-MS 1970 | RQE 2525 | RQE 2526
Neurologia Infantil, Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica