O que é Epilepsia
Definição
É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante algunssegundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise
será chamada focal; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas crianças podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.
Sintomas
Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se “desligada” por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises focais perceptivas, a criança experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ela pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de focal disperceptiva. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Tranquilize-a e leve-a para casa se achar necessário. Em crises tônico-crônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se. Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, considerada Estado de Mal Epiléptico, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais e requerem internação em Unidades Intensivas.
Diagnóstico
Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, drogas, tumores, e outras doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia. Claro não podemos esquecer também do fator genético que pode ser também uma das causas.
Tratamento
Exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem são ferramentas que auxiliam no diagnóstico. O histórico clínico do paciente, porém, é muito importante, já que exames normais não excluem a possibilidade de a criança ser epiléptica. Também existe a indicação da realização de exames de Tomografia e Ressonância de crânio para investigação da Epilepsia.
Tratamento
O tratamento é realizado com medicações antiepilépticas que são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos. Muitas crianças que têm epilepsia levam vida normal, inclusive destacando-se na sua carreira profissional quando tornam-se adultos.
Outros Tratamentos
Em alguns casos resistentes ao tratamento medicamentoso, existe uma dieta especial, hipercalórica, rica em lipídios, que é utilizada em crianças e deve ser muito bem orientada por um profissional competente. Em determinados casos, a cirurgia é uma alternativa.
Recomendações
Não passar noites em claro, ter uma dieta balanceada, evitar uma vida estressada demais.
Orientações
Se a crise durar menos de 5 minutos e você souber que a criança é epiléptica, não é necessário chamar um médico. Acomode-a, afrouxe suas roupas (gravatas, botões apertados), coloque um travesseiro sob sua cabeça e espere o episódio passar. Depois da crise, lembre-se que a pessoa pode ficar confusa: acalme-a ou leve-a para casa.
Autor(a): Dra. Maria José Martins Maldonado
Neurologia Pediátrica
CRM-MS 1970 | RQE 2525 | RQE 2526
Neurologia Infantil, Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica