Dor de Cabeça na Infância
Você sabia que crianças sentem enxaqueca?
Sim, é verdade. É bom salientar que há muitos casos de crianças que reclamam de dor de cabeça, mas na verdade é uma enxaqueca. Vale salientar que esse incômodo pode ser a ponta do iceberg de algumas coisas que não podemos deixar passar, por isso este tema é muito importante.
Há sintomas que muitas pessoas desconhecem; além disso, a enxaqueca na infância pode ser prejudicial ao bem-estar do pequeno.
Enxaqueca não é mais um termo tão utilizado pelos médicos. Vale lembrar que, hoje em dia, muitos profissionais podem se referir a ela como migrânea.
Enxaqueca na infância é um dos principais casos trazidos aos consultórios e ambulatórios. No geral, as dores de cabeças são muito comuns. No entanto, a enxaqueca é uma das queixas neurológicas mais reclamadas por crianças e adolescentes.
Vale salientar que a enxaqueca é uma dor crônica e que ela não tem cura. Esse incômodo pode começar nos primeiros 5 ou 6 anos de vida.
Tal quadro tem características específicas e alguns sintomas são visíveis:
- dor latejante;
- palidez na criança;
- prostração;
- irritação com luz ou barulho em excesso;
- náusea e vômito
- fenomenos visuais,
- tonturas
- dor na barriga;
A dor causada pela enxaqueca pode aumentar. É interessante notar que ela costuma ter história familiar. Portanto, é muito comum que o pai ou a mãe tenha algo semelhante. Uma das formas de tratamento consiste em cuidar do ritmo de vida e da alimentação como forma de evitar o aparecimento de novos casos de enxaqueca.
O que pode causar enxaqueca?
Há alguns fatores que podem causar ou fortalecer o risco de enxaquecas:
- crianças que dormem mal
- exposição ao sol em demasia
- cheiros de produtos e perfumes
- exposição à barulho
- vários alimentos como: chocolates, enlatados, embudos, frutas ácidas; alimentos à base de glutamato (comida chinesa).
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico e uma boa anamnese e exame físico são suficientes. Porém há a necessidade de exames de investigação para afastar outras causas, principalmente o diagnóstico diferencial com algumas Epilepsias e tumores.
Tratamento
Importante a identificação dos fatores desencadeantes para evitar o contato. Hábitos saudáveis de alimentação, higiene de sono e uma atividade física também são importantes.
Analgésicos durante a crise aguda são utilizados, assim como medicações usados como profiláticos.
O objetivo deste último é a qualidade de vida, já que se trata de patologia que existe controle, porém não a cura. As medicações profiláticas podem ser beta-bloqueadores, anti-depressivos e anti-epilépticos.
Autor(a): Dra. Maria José Martins Maldonado
Neurologia Pediátrica
CRM-MS 1970 | RQE 2525 | RQE 2526
Neurologia Infantil, Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica