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Dor de Cabeça na Infância

Publicado em 29/04/2026 às 16:44, por: MARIA JOSE MARTINS MALDONADO

Você sabia que crianças sentem enxaqueca?

Sim, é verdade. É bom salientar que há muitos casos de crianças que reclamam de dor de cabeça, mas na verdade é uma enxaqueca. Vale salientar que esse incômodo pode ser a ponta do iceberg de algumas coisas que não podemos deixar passar, por isso este tema é muito importante.
Há sintomas que muitas pessoas desconhecem; além disso, a enxaqueca na infância pode ser prejudicial ao bem-estar do pequeno.

Enxaqueca não é mais um termo tão utilizado pelos médicos. Vale lembrar que, hoje em dia, muitos profissionais podem se referir a ela como migrânea.

Enxaqueca na infância é um dos principais casos trazidos aos consultórios e ambulatórios. No geral, as dores de cabeças são muito comuns. No entanto, a enxaqueca é uma das queixas neurológicas mais reclamadas por crianças e adolescentes.

Vale salientar que a enxaqueca é uma dor crônica e que ela não tem cura. Esse incômodo pode começar nos primeiros 5 ou 6 anos de vida.

Tal quadro tem características específicas e alguns sintomas são visíveis:

  • dor latejante;
  • palidez na criança;
  • prostração;
  • irritação com luz ou barulho em excesso;
  • náusea e vômito
  • fenomenos visuais,
  • tonturas
  • dor na barriga;

A dor causada pela enxaqueca pode aumentar. É interessante notar que ela costuma ter história familiar. Portanto, é muito comum que o pai ou a mãe tenha algo semelhante. Uma das formas de tratamento consiste em cuidar do ritmo de vida e da alimentação como forma de evitar o aparecimento de novos casos de enxaqueca.

O que pode causar enxaqueca?

Há alguns fatores que podem causar ou fortalecer o risco de enxaquecas:

  • crianças que dormem mal
  • exposição ao sol em demasia
  • cheiros de produtos e perfumes
  • exposição à barulho
  • vários alimentos como: chocolates, enlatados, embu􀆟dos, frutas ácidas; alimentos à base de glutamato (comida chinesa).

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico e uma boa anamnese e exame físico são suficientes. Porém há a necessidade de exames de investigação para afastar outras causas, principalmente o diagnóstico diferencial com algumas Epilepsias e tumores.

Tratamento

Importante a identificação dos fatores desencadeantes para evitar o contato. Hábitos saudáveis de alimentação, higiene de sono e uma atividade física também são importantes.

Analgésicos durante a crise aguda são utilizados, assim como medicações usados como profiláticos.
O objetivo deste último é a qualidade de vida, já que se trata de patologia que existe controle, porém não a cura. As medicações profiláticas podem ser beta-bloqueadores, anti-depressivos e anti-epilépticos.

Autor(a): Dra. Maria José Martins Maldonado
Neurologia Pediátrica
CRM-MS 1970 | RQE 2525 | RQE 2526
Neurologia Infantil, Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica