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Olho seco: tratamento e o que fazer para aliviar os sintomas

Publicado em 23/05/2026 às 15:19, por: Adriano King Junior
Mulher realizando exame para verificar se possui olho seco.

A síndrome do olho seco acontece quando os olhos não produzem lágrimas suficientes ou quando a qualidade da lágrima está comprometida. Isso impede a lubrificação adequada da superfície ocular, causando irritação e inflamação. Apesar de ser uma condição relativamente comum, muitas pessoas convivem durante anos com os sintomas sem perceber que precisam de acompanhamento oftalmológico. Em outros casos, o desconforto aparece de forma gradual e vai se intensificando com o tempo. Além da sensação de ressecamento, o problema pode provocar sintomas persistentes que pioram em ambientes com ar-condicionado, exposição ao vento, baixa umidade ou longos períodos em frente às telas.


O olho seco é uma doença ocular relacionada à deficiência ou à instabilidade da lágrima, responsável por manter os olhos hidratados e protegidos. A lágrima possui funções importantes, como lubrificar a superfície ocular, eliminar impurezas e ajudar na nitidez da visão. Quando essa camada protetora sofre alterações, os olhos passam a ficar mais vulneráveis à irritação e ao atrito causado pelo movimento natural das pálpebras. Isso gera desconforto constante e pode desencadear processos inflamatórios na superfície ocular.Em muitos pacientes, os sintomas começam de maneira leve, com episódios ocasionais de ardência ou sensação de cansaço visual. Com o passar do tempo, no entanto, a frequência e a intensidade do desconforto podem aumentar significativamente.


Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento do olho seco. Em alguns casos, a condição está relacionada ao envelhecimento natural do organismo. Em outros, pode surgir como consequência de hábitos diários, alterações hormonais ou doenças específicas. O uso prolongado de telas é um dos principais gatilhos atuais. Isso acontece porque, ao olhar continuamente para celulares, computadores e televisões, a frequência do piscar diminui. Como resultado, a lágrima evapora mais rapidamente e os olhos ficam ressecados.

Uso excessivo de telas; ar-condicionado e ambientes secos; envelhecimento; alterações hormonais; uso de lentes de contato; tabagismo; uso de alguns medicamentos; doenças autoimunes e cirurgias oculares anteriores. Além disso, pessoas que passam muitas horas em ambientes fechados ou expostas à poluição podem perceber piora importante dos sintomas ao longo do tempo.


Muita gente imagina que o olho seco provoca apenas uma leve irritação, mas a sensação pode ser bastante desconfortável em alguns pacientes. A dor geralmente é descrita como uma mistura de ardência, coceira, sensação de areia nos olhos e peso nas pálpebras. Em situações mais intensas, pode surgir sensação de queimação constante, sensibilidade exagerada à luz e dificuldade para manter os olhos abertos por muito tempo. Algumas pessoas também relatam episódios de lacrimejamento excessivo — um mecanismo de defesa do organismo diante da irritação ocular. Outro sintoma frequente é a visão embaçada temporária, especialmente após longos períodos de leitura ou uso do computador. Isso acontece porque a lágrima irregular compromete a estabilidade da superfície ocular. Como os sintomas variam bastante de pessoa para pessoa, é comum que o diagnóstico seja confundido inicialmente com alergias ou cansaço visual.


Ao perceber sintomas persistentes de ressecamento ocular, o ideal é procurar avaliação oftalmológica para identificar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado. Muitas vezes, pequenas mudanças na rotina já ajudam a aliviar significativamente o desconforto. Entre as principais recomendações estão aumentar a frequência das pausas durante o uso de telas, melhorar a hidratação do ambiente e evitar exposição direta ao vento ou ar-condicionado.

Utilizar lágrimas artificiais; piscar com mais frequência durante o uso de telas; beber bastante água; evitar fumaça e ambientes muito secos; fazer pausas visuais ao longo do dia e seguir corretamente o tratamento indicado pelo oftalmologista.Em casos mais persistentes, o médico pode recomendar colírios específicos, medicamentos anti-inflamatórios ou tratamentos voltados para melhorar a qualidade da lágrima.


O tratamento do olho seco varia conforme a intensidade dos sintomas e a causa da doença. Em quadros leves, lágrimas artificiais podem ser suficientes para melhorar a lubrificação ocular e reduzir o desconforto. Já em pacientes com sintomas moderados ou graves, pode ser necessário associar outros recursos terapêuticos para controlar a inflamação e proteger a superfície dos olhos.

Colírios lubrificantes; higiene das pálpebras; compressas mornas; medicamentos anti-inflamatórios; ajustes ambientais e tratamentos para glândulas lacrimais. Em alguns casos, o oftalmologista também pode investigar doenças associadas que estejam agravando o quadro, como alterações hormonais ou doenças autoimunes. O mais importante é entender que o tratamento costuma ser contínuo. Mesmo quando há melhora dos sintomas, a manutenção dos cuidados é essencial para evitar recaídas.



Quando não tratado adequadamente, o olho seco pode provocar complicações que vão além do desconforto diário. A inflamação persistente da superfície ocular aumenta o risco de lesões na córnea e pode comprometer a qualidade visual. Com o tempo, sintomas simples como ardência e irritação tendem a se tornar mais frequentes e intensos. Em situações mais avançadas, o paciente pode apresentar dificuldade importante para realizar tarefas rotineiras, como ler, trabalhar ou dirigir. Além disso, a falta de lubrificação adequada deixa os olhos mais vulneráveis a infecções e processos inflamatórios recorrentes. Por esse motivo, o acompanhamento oftalmológico é fundamental para evitar danos progressivos e preservar a saúde ocular a longo prazo.


O diagnóstico do olho seco é realizado por meio de avaliação clínica e exames oftalmológicos específicos. Durante a consulta, o médico analisa os sintomas relatados pelo paciente e verifica a qualidade e a quantidade da lágrima produzida.

Teste de produção lacrimal; avaliação da superfície ocular; biomicroscopia e testes de estabilidade da lágrima. Esses exames ajudam a identificar a gravidade do quadro e direcionar o tratamento mais adequado para cada paciente. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o diagnóstico precoce é importante para evitar complicações e preservar a qualidade da visão.


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