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Conjuntivite: tipos, sintomas e os principais cuidados

Publicado em 26/05/2026 às 20:59, por: Adriano King Junior
Conjuntivite: Mulher fazendo exames.

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Quando essa estrutura sofre irritação ou infecção, os vasos sanguíneos da região ficam dilatados, deixando os olhos avermelhados e sensíveis. A intensidade dos sintomas varia conforme a causa da inflamação. Algumas pessoas apresentam apenas irritação leve, enquanto outras desenvolvem secreção intensa, inchaço e desconforto persistente. Em períodos mais secos do ano ou durante surtos virais, os casos tendem a aumentar significativamente, principalmente em ambientes fechados e com contato próximo entre as pessoas.


Existem diferentes tipos de conjuntivite, e identificar corretamente a causa é essencial para definir o tratamento adequado. As formas mais comuns são viral, bacteriana e alérgica. A conjuntivite viral costuma ser a mais contagiosa e frequentemente aparece associada a gripes e resfriados. Já a bacteriana normalmente provoca secreção mais espessa e pode exigir uso de antibióticos prescritos pelo oftalmologista. Por outro lado, a conjuntivite alérgica não é contagiosa e geralmente está relacionada à exposição à poeira, ácaros, fumaça, pólen ou produtos irritantes.

Viral; bacteriana; alérgica; irrativa e tóxica. Embora os sintomas possam parecer semelhantes inicialmente, cada tipo possui evolução e tratamento diferentes.


Muitas pessoas confundem conjuntivite com alergias oculares, irritação causada por cansaço visual ou ressecamento dos olhos. No entanto, alguns sinais ajudam a diferenciar a doença de outros problemas oftalmológicos. O principal sintoma costuma ser a vermelhidão ocular associada a desconforto persistente. Dependendo da causa, também podem surgir coceira intensa, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos e secreção. Na conjuntivite viral, é comum que os dois olhos sejam afetados rapidamente. Já na bacteriana, a presença de secreção amarelada ou esverdeada costuma chamar mais atenção.

Olhos vermelhos; coceira; ardência; lacrimejamento; sensibilidade à luz; secreção e inchaço nas pálpebras. Quando os sintomas persistem ou pioram, a avaliação oftalmológica é importante para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças oculares.


O tratamento da conjuntivite depende diretamente da causa da inflamação. Por isso, utilizar colírios por conta própria nem sempre é a melhor solução e, em alguns casos, pode até agravar o problema. Nas conjuntivites virais, o tratamento costuma focar no alívio dos sintomas até que o organismo elimine naturalmente o vírus. Compressas frias, higiene adequada e lubrificantes oculares geralmente ajudam bastante no conforto ocular. Já nos casos bacterianos, o oftalmologista pode indicar colírios antibióticos específicos. Nas conjuntivites alérgicas, o controle da exposição aos agentes desencadeantes faz parte do tratamento.

Lavar as mãos frequentemente; evitar coçar os olhos; utilizar toalhas individuais; fazer compressas frias e seguir corretamente as orientações médicas. Quanto mais cedo os cuidados são iniciados, menores costumam ser o desconforto e o risco de transmissão.


A duração da conjuntivite varia conforme o tipo da doença e a resposta do organismo. Em muitos casos virais, os sintomas começam a melhorar após alguns dias, mas podem persistir por até duas semanas.Nas conjuntivites bacterianas tratadas corretamente, a melhora geralmente ocorre de forma mais rápida. Já as conjuntivites alérgicas podem durar enquanto houver contato com o agente causador da irritação. Além disso, fatores como baixa imunidade, automedicação inadequada e falta de cuidados básicos podem prolongar significativamente o quadro. Por isso, mesmo quando os sintomas parecem leves, é importante evitar práticas que favoreçam o agravamento da inflamação.


Durante a conjuntivite, alguns hábitos podem piorar os sintomas e aumentar o risco de transmissão para outras pessoas. Um dos erros mais comuns é compartilhar objetos pessoais, como toalhas, fronhas e maquiagem. Também é importante evitar coçar os olhos, já que isso aumenta a irritação e facilita a disseminação do agente infeccioso.

Compartilhar objetos pessoais; usar lentes de contato; coçar os olhos; frequentar piscinas; utilizar maquiagem nos olhos e fazer automedicação. Além disso, pessoas com conjuntivite contagiosa devem evitar contato muito próximo com outras pessoas durante o período de maior transmissão.


Alguns fatores podem intensificar os sintomas e dificultar a recuperação da conjuntivite. Ambientes com fumaça, poeira, poluição e ar-condicionado excessivo costumam aumentar bastante a irritação ocular. O uso inadequado de colírios sem orientação médica também merece atenção. Certos medicamentos podem mascarar sintomas temporariamente enquanto agravam a inflamação ocular. Outro fator que costuma piorar o quadro é insistir no uso de lentes de contato durante a infecção. Isso aumenta o atrito na superfície ocular e favorece complicações. Manter os olhos limpos e respeitar o período de recuperação faz toda a diferença para evitar piora dos sintomas.


Embora muitos casos de conjuntivite melhorem espontaneamente, alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica rápida.

Dor intensa nos olhos; piora importante da visão; sensibilidade extrema à luz; secreção abundante; sintomas prolongados e inchaço intenso nas pálpebras. O oftalmologista poderá identificar a causa da inflamação e indicar o tratamento mais seguro para cada situação.Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, evitar automedicação é fundamental para prevenir complicações oculares.


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