A arritmia cardíaca é uma alteração no ritmo dos batimentos do coração, que pode ficar acelerado, lento ou irregular. Embora muitas vezes seja benigna, em alguns casos pode causar complicações graves, exigindo diagnóstico e acompanhamento médico adequado.
A arritmia cardíaca pode provocar palpitações, tontura e desmaios, e seu diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações como AVC e morte súbita.
O que é arritmia cardíaca: A arritmia cardíaca ocorre quando há falha no sistema elétrico do coração, responsável por coordenar os batimentos cardíacos. Em condições normais, o coração bate de forma regular, entre 60 e 100 batimentos por minuto em repouso. Quando esse ritmo se altera, o coração pode bater: muito rápido (taquicardia), muito devagar (bradicardia) ou de forma irregular. Essas alterações podem ser ocasionais ou persistentes. Algumas não representam risco imediato, mas outras podem comprometer a circulação sanguínea e exigir tratamento urgente.
O que a arritmia pode causar: Os efeitos da arritmia cardíaca variam de leves a graves, dependendo do tipo e da condição clínica do paciente.
Possíveis complicações: Palpitações intensas, tontura e sensação de desmaio, falta de ar, dor no peito, queda de pressão, insuficiência cardíaca, AVC (acidente vascular cerebral) e parada cardíaca em casos graves. Quando não diagnosticada corretamente, a arritmia pode evoluir para situações de risco, especialmente em pessoas com doenças cardíacas prévias.
Quais são os 4 tipos de arritmia: A arritmia cardíaca pode ser classificada em quatro tipos principais, conforme a frequência e a origem do distúrbio elétrico.
1. Taquicardia: Ocorre quando o coração bate acima de 100 batimentos por minuto em repouso.
2. Bradicardia: Caracteriza-se por batimentos abaixo de 60 por minuto.
3. Fibrilação atrial: É um ritmo irregular e acelerado dos átrios, aumentando o risco de AVC.
4. Extrassístoles: São batimentos extras ou “falhas” percebidas como um “pulo” no coração.
Arritmia cardíaca jovem: é comum: A arritmia cardíaca jovem pode ocorrer mesmo em pessoas sem histórico de doença cardíaca. Em muitos casos, está associada a: estresse e ansiedade, consumo excessivo de cafeína, uso de energéticos, distúrbios hormonais e predisposição genética. Embora geralmente benigna, a presença de sintomas como desmaios ou dor no peito exige avaliação cardiológica imediata.
Quais são os sintomas da arritmia cardíaca: Os sintomas podem variar bastante. Algumas pessoas não sentem nada, enquanto outras apresentam sinais evidentes.
Sintomas mais comuns: Palpitações, sensação de coração acelerado, tontura, desmaio, fadiga, falta de ar e dor torácica. É importante lembrar que a ausência de sintomas não exclui a necessidade de investigação.
Qual exame detecta arritmia: O diagnóstico da arritmia cardíaca é feito por exames que avaliam o ritmo do coração.
Principais exames: Eletrocardiograma (ECG) – exame inicial mais comum, holter 24 horas – monitora o coração por um dia inteiro, teste ergométrico – avalia o coração durante esforço e estudo eletrofisiológico – exame mais detalhado para casos complexos. O eletrocardiograma é geralmente o primeiro exame solicitado e pode ser feito em poucos minutos.
O que fazer para parar a arritmia cardíaca: O que fazer depende da causa e da gravidade.
Medidas imediatas em casos leves: Respirar profundamente, evitar cafeína, manter-se hidratado e reduzir o estresse
Tratamentos médicos: Uso de medicamentos antiarrítmicos, cardioversão elétrica, ablação por cateter e implante de marcapasso
Arritmia cardíaca: qual o tratamento idea: O tratamento da arritmia cardíaca varia conforme o tipo diagnosticado.
Opções terapêuticas: Controle da pressão arterial, tratamento de doenças associadas, medicamentos específicos, mudança no estilo de vida e procedimentos invasivos, quando indicados. Em muitos casos, é possível controlar a arritmia com acompanhamento regular e hábitos saudáveis.
Arritmia cardíaca como controlar no dia a dia: Algumas atitudes ajudam no controle da arritmia cardíaca: praticar atividade física regular, manter alimentação equilibrada, evitar álcool e tabaco, dormir bem e controlar o estresse. A prevenção é uma das formas mais eficazes de evitar complicações.
Perguntas frequentes (FAQ)
Arritmia cardíaca pode matar: Alguns tipos graves podem levar à parada cardíaca se não tratados.
Toda arritmia é perigosa: Não. Muitas são benignas e não representam risco.
Arritmia pode causar AVC: Sim, especialmente na fibrilação atrial.
Quem tem arritmia pode fazer exercício: Sim, com orientação médica adequada.
Arritmia tem cura: Alguns tipos podem ser tratados definitivamente com ablação.
Café piora arritmia: Em excesso, pode desencadear episódios em pessoas sensíveis.
Redirecionamento para cardiologistas especializados presentes na Medguias: